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O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
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No passado dia 22 de Julho, o escritor argentino esteve na Livraria Bertrand, da Avenida de Roma, na companhia de Helena Sacadura Cabral, para a apresentação da sua última obra - Carlota Joaquina, O Pecado Espanhol.
Eu estive lá e trouxe um exemplar onde se pode ler:
"Para Paola, esperando que esta 'nueva versión' sobre la última espanola no reino de Portugal, te seja interessante."
Sou uma leiga em História. Apesar de ser uma interessada na matéria, não tenho os conhecimentos suficientes para ter diálogos com historiadores. Por isso, acho que é uma temática que devo debruçar-me com mais afinco, estando deveras interessada em saber o outro lado de Carlota Joaquina e de outras personagens da nossa história.
Sou Agente de Viagens...
Sou especialista em Contabilidade, Relações Públicas, Marketing, Administração de Empresas, Engenharia Informática, Engenharia Civil e em Swahili.!!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Claro que me recordo da reserva que fez comigo há seis anos, ainda que você não se recorde o seu número de confirmação e tenha a leve ideia que se fez a reserva com um apelido que começa com "T". !!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Claro que consigo sem problema sete suites comunicantes, com vista para o mar, em área de não fumadores, e cada uma delas com duas camas King size, e estou totalmente de acordo consigo que é minha culpa que o hotel não tenha zona para aterragem de helicópteros!!!!!!!
Sou Agente de Viagens...
“CLARO” que falo todos os idiomas e visitei todos os destinos do mundo….. só para lhe poder explicar tudo sobre cada um deles!!!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Claro que é óbvio para mim que quando você faz uma reserva para sexta-feira na realidade queria dizer que era para sábado.!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Entendo perfeitamente que a sua empresa "Pirulo S.A." é um grande império que pode levar à falência a minha empresa com processos judiciais e reclamações se eu não fizer exactamente tudo de acordo com o que pretende!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Claro que estou a mentir quando lhe digo que já não restam lugares na tarifa mais barata!!!!
Sou Agente de Viagens...
Não…. não há nenhum problema para nós em construir uns quartos a mais no hotel que você prefere, e nesta ocasião não teremos problemas em fazer a zona de aterragem de helicópteros!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Sou capaz de ver a tarifa para três pessoas, anotar cinco reservas e atender quinze chamadas, tudo ao mesmo tempo!!!! Claro que sim!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Claro que sei sempre onde pode ir comer a um restaurante vegetariano, um Kosher ou um Mongol. Alias até lhe posso dizer o nome do restaurante e a respectiva morada.
Sou Agente de Viagens...
Sei perfeitamente o que há que fazer em qualquer cidade sem necessidade de gastar um euro!!!!
Sou Agente de Viagens...
É que….. é claramente obvio que sou totalmente responsável pela comida do avião, pelos excessos de tráfego aéreo, por greves, por furos nos pneus do carro de aluguer, pelo clima, pela localização dos hotéis, pelo tipo de câmbio e até pela economia nacional, do local que escolheu para as suas férias!!!!!
Sou Agente de Viagens...
Nunca me sinto incomodado ou ofendido porque depois de ter passado mais de "10 horas" a fazer um orçamento com o seu itinerário exclusivo, você diz-me que "já reservou sozinho, através da Internet e que poupou mais de metade do preço da viagem, ou que simplesmente já não lhe apetece viajar".!!!!!
E claro que posso sempre ajuda-lo quando recebo uma chamada em que me diz que comprou na Internet uma passagem aérea MUITO BARATA e quando ia embarcar estava sobre vendida, ou que está perdido "no meio de sabe-se lá onde" uma vez que lhe cancelaram o voo e não pode chamar o fornecedor da Internet para que o proteja noutro voo. É claro que o posso ajudar e até pagar do meu próprio bolso a sua passagem!!!!
Sou Agente de Viagens...
ADORO quando as pessoas no meio de uma festa me deixam verdadeiramente surpreendido quando esperam que eu saiba de memória a tarifa aérea de Lisboa a Katmandú!!!!!
Sou Agente de Viagens...
ADORO quando todas as pessoas assumem que viajo a qualquer lugar do mundo "à borla". E que ganho uma BRUTALIDADE em comissões nas vendas que faço!!!
Sou Agente de Viagens...
Não se preocupem em dizer-me as datas ou os destinos….. já que sei ler a mente e de imediato tenho as reservas na minha bola de cristal antes que me digam.!!!!
Eu sorrio, simpatizo, consolo, mudo, subo, baixo, cruzo, canto, bailo e arranjo a impressora!!!!!!
Tudo para satisfazer o cliente!!!!!!
POIS……
Sou Agente de Viagens...
Saudações e Obrigado por confiar em nós.
Obrigado à Cláudia pelo envio desta pérola
Já faz algum tempo que não vou ao cinema. Desde que comecei a notar que ia ver um filme e, por mais que gostasse do mesmo, adormecia sempre, deixei esse gosto de ir ao cinema.
Agora, sempre que quero ver um filme, ou espero que passe na televisão ou que esteja em DVD para poder vê-lo à minha maneira em casa.
Este fim-de-semana que está a acabar foi dedicado ao cinema. Um filme no sábado e um filme no domingo.
Ontem foi a vez de O estranho caso de Benjamin Button; hoje foi o dia para Quem quer ser bilionário?
Gostei de ambos, apesar de ter gostado mais de Quem quer ser bilionário?.
Achei que a adaptação ao cinema da obra de F. Scott Fitzgerald ficou um bocadinho aquém da "realidade" que existe no livro. Bem sei que os filmes são apenas adaptações de obras, mas acho que, quem vê o filme sem ler o livro, fica com uma ideia errada daquilo que Fitzgerald escreveu.
No que se refere a Quem quer ser bilionário? (prefiro o título em inglês: Slumdog Millionaire), como não li o livro antes ( Q and A, de Vikas Swarup), gostei muito da história de Jamal Malik e de saber o que o fez ganhar o tão famoso concurso de televisão: "Fez batota", "Tem sorte", "É um génio", "É o destino". O filme dá-nos a resposta no final, é o destino. Para mim foi a sua vida cheia de aventuras, de sortes e de azares; uma vida repleta de emoções.
Agora vou fazer o que habitualmente não faço: ler o livro depois do filme
Numa palavra?
Magnífico!!!
No teu deserto é o último lançamento de Miguel Sousa Tavares. Um "quase romance" como se pode ler na capa do livro.
Comprei-o no passado domingo, depois de ter dido a mim mesma que este mês não iria comprar mais nenhum livro, visto ler imensos em lista de espera para ler. Mas, a tentação foi maior do que a minha vontade, não resisti e comprei o livro. Um "quase romance" de 128 páginas que li em pouco mais de 3 horas.
Já é sabido por todos que Miguel Sousa Tavares é um viajante por natureza e que as suas viagens servem para inspiração para as suas obras, relanto-as de uma maneira tão real que nos faz viver o que as suas personagens vivem.
Segundo o semanário Sol, No teu deserto "parte de uma viagem que Miguel Sousa Tavares fez há vinte anos ao deserto do Sahara, onde conheceu uma mulher, Cláudia, que já morreu."
Escreve o autor na nota de intenções: «Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes»
Contado a duas vozes, a de Cláudia e a do jornalista (que presumo ser o próprio Miguel Sousa Tavares), No teu deserto tem tudo para ser mais um best-seller.
Como é habitual, deixo-vos com algumas citações da obra, para vos abrir o apetite:
"Depois disso, voltei onze vezes ao Sahara (...) E, cada vez que voltei, pensei em ti e pensei como seria bom, voltar contigo. Nessas alturas, como nas outras, eu repetia a mim mesmo: 'Não há regresso. Há viagens sem regresso nem repetição'. Lembras-te quando, no último dos irrepetíveis dias daquela viagem, estávanos nós a amarrar em Gibraltar, debruçados na amurada do barco que nos tinha trazido de Marrocos durante a noite, olhando a manhã de Dezembro, limpa e deslumbrante sobre as águas quietas do Estreito, e tu me perguntaste:
- Em que pensas?
- Estava a pensar que há viagens sem regresso. E que nunca mais vou voltar desta viagem. Nunca mais vou regressar do deserto."
in, No teu deserto, pp. 114, Oficina do Livro, 1.ª edição
"Hoje já ninguém vai ao deserto, Cláudia. Os fundamentalistas islâmicos, como os de Laghouat, tornaram-se sanguinários e incontroláveis e os próprios tuaregues revoltaram-se contra o poder de Argel.
Mas a principal razão não é essa. A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve e, quando me perguntam o que há lá e eu respondo 'nada', eles riscam mentalmente essa viagem dos seus projectos. Viajam antes em massa para onde toda a gente vai e todos se encontram. As coisas mudaram, Cláduia! Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes socias da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divestido, 'leves', disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão.
Eu próprio não creio que lá volte mais. A menos que tu descesses das estrelas e quisesses vir comigo outra vez. Que pudéssemos ambos apagar todo o mal, todos os danos e todos os enganos, todos os anos perdidos que ficaram para trás, desde essa manhã límpida nas águas de Gibraltar. Mas eu sei que não há regresso: eu mesmo to disse."
in, No teu deserto, pp. 118-119, Oficina do Livro, 1.ª edição
"Chamo-me Eva luna, que quer dizer vida (...) Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e cresci entre móveis antigos, livros em latim e múmias humanas, mas isso não me tornou melancólica, porque vim ao mundo com um sopro de selva na memória."
in, Eva Luna, pp. 9; 22.ª edição DIFEL
Desde que li a obra Paula, de Isabel Allende, que a escritora chilena se tornou uma das minhas escritoras preferidas.
O meu maior orgulho é ter praticamente todas as suas obras, aguardando, com ansiedade, o lançamento de mais uma nova obra.
A literatura de Isabel Allende tem algo de fantástico que nos faz sonhar e caminhar lado-a-lado com as suas personagens. O seu poder de descrição é maravilhoso.
Isabel Allende dispensa apresentações. Tem o seu nome em muitas bibliotecas pessoais e é querida por muitos leitores em todo o mundo.
Deixo apenas uma pequena citação que mostra como é bom escrever e como as palavras aparecem numa folha branca (no nosso tempo, no ecrã de um computador) com tanta facilidade, sem pensar, apenas escrever.
"Acordei de madrugada. Era uma quarta-feirta suave e um pouco chuvosa, em nada diferente de outras na minha vida, mas esta guardo como dia úncio, reservado só para mim. (...) Preparei um café forte, sentei-me em frente da máquina, peguei numa folha de papel limpa e branca, como um lençol recém-engomado para fazer amor e introduzi-a no carreto. Senti qualquer coisa de estranho, como um arrepio agradável pelos ossos, pelo caminho das veias sob a pele. Suspeitei que aquela página estava à minha espera desde há anos, que eu tinha vivido para aquele instante e desejei que a partir daquele momento o meu úncio mester fosse agarrar as histórias suspensas no mais ténue ar, para as fazer minhas. Escrevi o meu nome e me seguida as palavras surgiram sem esforço, uma coisa entrelaçada noutra e em mais outra. As personagens desprenderam-se das sombras onde tinham permanecido ocultas durabte anos e apareceram à luz dessa quarta-feira, cada uma com o seu rosto próprio, voz, paixões e obsessões.
(...)
Ninguém me interrompeu e passei quase todo o dia a escrever, tão absorta que até me esqueci de comer. Às quatro horas da tarde vi surgir em frente dos meu olhos uma chávena de chocolate-- Toma, trago-te uma coisa quente..."
in, Eva Luna, pp. 262-263; 22.ª edição DIFEL
Naqueles dias em que raramente aparecia por aqui, devido ao cansaço físico e psicológico, dediquei-me inteiramente ao meu maior prazer: a leitura.
Foram muitos os livros que devorei, uns óptimos; outros nem por isso. Mas, como eu habitualmente digo, não sou ninguém para criticar o trabalho dos outros. Não sou escritora, nem especialista em literatura, apesar de ter estudado essa área a fundo. Por isso, quando faço uma critica a um livro que li, é apenas como leitora e não como crítica literário (I wish).
Durante aquele período de marasmo total, um dos livros que me deliciou foi A Mala de Hana. Mais uma obra que fala sobre o Holocausto na vida das crianças.
Já devem saber o meu fascínio sobre esse tema e, por ser um relato de uma história verídica, A Mala de Hana passou a constar na lista dos meus livros preferidos.
Hana vinha do seio de uma família calorosa e dedicada, chefiada pelo pai, Karel, e a mãe, Marketa. Tinha uma vida feliz ao lado do seu irmão, George, onde brincavam com os dois gatos e com a cadela Sylva. Mas, aos olhos do regime de Hitler, tinham uma coisa diferente das outras pessoas, eram judeus.
A liberdade dessas duas crianças terminou com a entrada das tropas de Hitler na Checoslováquia. Só podiam sair de casa a determinadas horas do dia; tinham de usar uma estrela de tecido amarelo cosida aos casacos, onde estava escrita a palavra Jude; deixaram de poder brincar na rua, ir ao cinema ou a qualquer acontecimento desportivo.
Depois dos pais serem presos pela Gestapo, foi a vez das crianças. Hana e George foram deportados para um antigo quartel militar, em Theresienstadt. Mas o seu destino final seria outro.
A 23 de Outubro de 1944, depois de viver dois anos na caserna Kinderheim, em Theresienstadt, o campo de concentração na Checoslováquia e com apenas 13 anos de idade, Hana desceu de dentro do vagão do comboio, onde não havia comida, água, nem casa-de-banho, e chegou a Auschwitz.
Levou consigo uma mala castanha e nela arrumou as roupas e alguns dos seus desenhos preferidos. Lavou o cabelo e fez um rabo-de-cavalo. Queria estar bonita para o seu reencontro com o irmão, o qual já tinha sido deportado para Auschwitz.
O reencontro dos irmãos nunca aconteceu!
Quando Auschwitz foi libertado, em Janeiro de 1945, George tinha 17 anos. Era um jovem que tinha perdido as forças, mas não a esperança de reencontrar a sua irmãzinha. Meses depois de estar à procura da irmã, uma amiga de Hana reconheceu-o na rua e deu-lhe a notícia que George não queria ouvir: Hana foi morta nas câmaras de gás em Auschwitz no dia a seguir a ter chegado.
A história de Hana chegou ao grande público graças a uma jovem japonesa, Fumiko Ishioka, a qual quis mostrar ao Japão o que tinha sido o Holocausto e como foi sentido nas crianças. Foi graças a Fumiko que, após ter recebido uma mala castanha com o nome Haba Brady escrito em grossas letras brancas, para colocar numa exposição com outros artefactos do Holocausto, que Hana voltou a ser falada. Fumiko não descansou enquanto não soube mais sobre a proprietária da mala e foi assim que chegou até George, o irmão de Hana que tinha emigrado para o Canadá e que tinha reconstruído a sua vida com o ofício que aprendeu nos campos de concentração.
George apenas diz: “E agora, graças a Fumiko e a vocês ... a Hana está a viver o seu sonho.”
A mulher de Porto Pim, do escritor italiano Antonio Tabucchi, é um "pequeno" livro de viagens, com breves relatos, fragmentos e transcrições que relatam uma passagem desse escritor pelo Arquipélago dos Açores.
Na contra-capa da obra podemos ler: "Fui lá com uma mitologia: ver como era uma caça à baleia. E por outro motivo: ver os lugares de Antero, e por isso comecei por São Miguel, visitei a ilha, o cemitério, a casa e o sítio onde ele se suicidou. Depois, como não consegui encontrar por lá baleeiros, comecei a tentar as outras ilhas, até que consegui encontrar um, no Faial. E embarquei com ele..."
Um dos relatos que compõe a obra é "Post Scriptum - Uma baleia vê os homens" e só um escritor com a grandiosidade de Antonio Tabucchi para fazer-nos ver o que a baleia vê nos homens que andavam atrás dela para a matar.
Post Scriptum
Uma baleia vê os homens
Sempre tão atarefados, e com longas barbatanas que agitam com frequência. E como são pouco redondos, sem a majestosidade das formas acabadas e suficientes, mas com uma pequena cabeça móvel onde parece concentrar-se toda a sua estranha vida. Chegam deslizando sobre o mar, quase como se fossem pássaros, e infligem a morte com fragilidade e graciosa ferocidade. Permanecem longo tempo em silêncio, mas depois entre eles gritam com fúria repentina, com um amontoado de sons que quase não varia e aos quais falta a perfeição dos nossos sons essenciais: chamamento, amor, pranto de luto. E como deve ser penoso o seu amar-se: e áspero, quase brusco, imediato, sem uma macia capa de gordura, favorecido pela sua natureza filiforme que não prevê a heróica dificuldade da união nem os magníficos e ternos esforços para a realizar.
Não gostam da água e têm medo dela, e não se percebe porque a frequentam. Também eles andam em bandos mas não levam fêmeas e adivinha-se que elas estão algures, mas são sempre invisíveis. Às vezes cantam, mas só para si, e o seu canto não é um chamamento, mas uma forma de lamento angustiado. Cansam-se depressa, e quando cai a noite estendem-se sobre as pequenas ilhas que os transportam e talvez adormeçam ou olhem para a lua. Vão-se embora deslizando em silêncio e percebe-se que são tristes.
in, A mulher de Porto Pim, Antonio Tabuchi, 5.ª edição, Difel, pp. 94 e 95
Já não é a primeira vez que falo aqui de Torey Hayden e é oficial: tornei-me sua fã incondicional.
A primeira que tive contacto com a sua literatura foi em Dezembro de 2007, quando ofereci A menina que nunca chorava a uma ex-colega de trabalho (post de 09 Janeiro de 2008) e ficou completamente maravilhada com a experiência de vida de Torey Hayden.
Na última Feira do Livro de Lisboa, no seu último dia, tive a oportunidade de conhecer a escritora pessoalmente e comprei mais alguns títulos da sua obra.
Se querem fazer as coisas como devem ser feitas, primeiro devrão ler A criança que não queria falar e só depois A menina que nunca chorava. Dos muitos livros que tenho lido ultimamente, já fazia algum tempo que eu dáva por mim e a minha cara expressava cada palavra lida. Ficava triste e num segundo depois ria-me com as coisas típicas de criança que Sheila fazia.
A criança que não queria falar é a história de Torey, uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e de Sheila, a sua aluna de seis anos, a qual foi abandonada pela mãe e que, se ao início se mostrava uma criança difícil de se "moldar", mostrou-se ser aquilo que era na verdade ... uma criança que só necessitava de amor e de atenção.
Voltei!!!
Andei uns tempos perdida e cansada, mas nada como um fim-de-semana passado cheio de mimos e num dos mais lindos hotéis de Portugal para recuperar as forças.
O fim-de-semana foi passado no Praia d'El Rey Golf and Beach Resort (ando armada em fina) e nada como estar num sítio mágico e relaxante para recuperar as forças.
Sou um antigo amigo da carol o picoence perdi o co...
Olá.É verdade. Os Açores são de uma magia única. S...
É realmente fabuloso..só quem nunca esteve nas mág...
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ADOREI O LIVROOOOOO !